terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mais verde... de esperança

Ao redor da aldeia (tabanka) o milho cresce e promete fartura para a família: Os homens que lavraram a terra, as mulheres que plantaram, regaram, mondaram, voltaram a regar e hão-de colher e transformar em alimento e, obviamente as crianças e os mais velhos, que conviveram e mutuamente se apoiaram, enquanto aquelas tarefas ocupavam os demais. Quem ficará com a melhor parte na partilha???
Foto Cristal - Guiné 1997

8 comentários:

vida de vidro disse...

Bom seria que todos tivessem segundo as suas necessidades. Belas recordações as que aqui mostras. **

Justine disse...

E deixarão os senhores da guerra que esta ordem natural continue?
Não serão apenas eles os beneficiados??

mdsol disse...

E não repartem de forma equitativa?

:))

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Estou com a Justine. Até quando irá continuar esta ordem natural?

Tinta Azul disse...

Fica a interrogação...
Gosto que contes as coisas de outros cantos.
Bjs

cristal disse...

Não sei responder até quando... Ainda existia, tanto mais organizado, quanto mais longe da capital e do seu "governo"! A subversão disso também já se observava sob muitas formas e com resultados diferentes de caso para caso.
E não é equitativa, na maior parte das comunidades, a partilha das coisas. As mulheres ficam quase sempre com a maior parte do trabalho e com o menor quinhão da colheita. Algumas reagem cuidando apenas do que é suficiente para elas e para os seus filhos, porque se existirem "excedentes", eles são propriedade dos homens.

TINTA PERMANENTE disse...

Lembro-me desse verde (tanto!...), desse azul (imenso...) e dos vermelhos laranja das tardes mornas e húmidas de Bijagós, pele e casca rude de algum imbondeiro à berma da picada...

abraços!

(e tardou, que se me perdoe, o agradecimento pela visita!...)

mundo azul disse...

...que a partilha seja justa!

Esse milho está muito saudável...


Beijos de luz e o meu carinho!!!